8 de novembro de 2018

CBMSE vai lançar um protocolo de assistência em acidentes com exposição biológica


Na manhã desta quinta-feira (8), representantes do Centro de Referência de Saúde do Trabalhador (Cerest) se reuniu com BM no quartel do Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe (CBMSE) para discutir a implementação de um protocolo de assistência ao bombeiro, em caso de acidente com exposição biológica.

De acordo com o sargento Edvan dos Santos, a reunião serviu para dar início ao Procedimento Operacional Padrão (POP), pensando na segurança do bombeiro militar.

“O POP é um passo a passo. Vai ser criado um fluxograma com todos os passos que devem ser dados em casos de acidentes com exposição biológica, e isso vai facilitar o atendimento ao nosso militar”, explica o sargento.

Nesse passo a passo, também há a recomendação de materiais a serem utilizados nas ocorrências. E como o profissional deve agir ao identificar uma possível contaminação. O Cerest trabalha junto ao Sistema de Informações de Agravos de Notificação (SINAN) do Ministério da Saúde, e todos os encaminhamentos são direcionados para eles, para que conste nos dados nacionais.

Segundo a representante do Cerest, Dernivana de Andrade, é de extrema importância padronizar uma assistência a um bombeiro que se acidenta, pois nas ocorrências o risco de contaminação é eminente.

“O que estamos fazendo hoje aqui foi uma reunião, solicitada pelo sargento Edivan, motivada por um acidente que ocorreu com uma bombeira, com exposição biológica. E nós como profissionais que estamos à frente deste protocolo do ministério da saúde, tínhamos que dar esse suporte”, afirma.

Ainda acrescenta que os hospitais referência para atendimento em casos de acidente com exposição de material biológico, são os hospitais Zona Sul e Norte. E no interior, existem as regionais.

“Nas regionais é para haver essa assistência, algumas funcionam bem, e outras não. Então estamos aqui tentando garantir isso. Vamos confirmar essas referências, para ver se estão mesmo funcionando, para não deixar o acidentado em risco”, diz Dernivana.

O CMBSE está formulando junto ao Cerest, o protocolo, e espera o quanto antes está dentro das normas do Ministério da Saúde.

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